Cala a Boca Galvão

A cada "Cala a boca Galvão" postado R$ 0,10 serão revertidos para a Fundação Galvão. São quinze anos de trabalho sério. Na luta pela preservação ( LONGE DOS ESPECTADORES) dessa espécie. Poste você também! Faça sua parte por um mundo melhor!

Contribua!

O MUNDO PRECISA! O BRASIL PRECISA!



Escrito por Escrivã às 19h17
[] [envie esta mensagem] []



 
 

Aqueles 11 anos

Quando acontece a passagem da juventude à fase adulta do ser?

As irresponsabilidades de quem pouco viveu. De quem ainda tem o mundo para sentir, tocar.

O sorriso largo - típico de quem vive por viver - novo a cada dia.

Ser sem algema. Sem arreio. Nenhum pelego. Nada que o trave, que o cale, que o pare. Absolutamente, nada.

A leveza sobre os ombros. Característica daqueles deliberadamente soltos. Jovens.

Você percebe o portal. Vê. Sente. Atravessa-o. E não há nada nem ninguém que realmente tenha o poder de te fazer passar. Ou de te fazer ficar. É seu livre-arbítrio. Você passa.

E essa corrente invísivel - na qual tudo que acontece no mundo tem sua participação - te joga impiedosamente em face tua negligência. Teu lavar de mãos. 

Não é o remorso por ter feito e falhado. Feito e errado. É o remorso por não ter feito. Você não fez nada. Essas palavras parecem batidas de martelo em tua consciência. Todo o tempo. Todo o tempo. Todo o tempo.

Você conclui. É um adulto. Ser adulto é carregar o peso sobre a consciência. Suas pernas pendem sobre os ombros... Mas o peso mora na consicência. Se desdobra pelos ombros. Enquanto anda, pode olhar de banda para aquelas pernas que vão contigo. Nos ombros.

De repente a vida acaba como uma vírgula 'numa' crônica esperando complemento. Mas não tem. Simplesmente acaba.

Ser humano é ser um completo desconhecedor do momento de agir. E ela, não espera.



Categoria: opiniões
Escrito por Escrivã às 22h05
[] [envie esta mensagem] []



 
 

LFV

Não há palavras para explicar.

Mais que Verissimo. Fernando.

Fernando. Encanto. Fernando. Tantos. Noronha, Mello (É, ele mesmo!)...

"O Luis Fernando Verissimo dos escritores". (E sorrio).



Categoria: opiniões
Escrito por Escrivã às 20h59
[] [envie esta mensagem] []



 
 

Fórum

Orgulho e Preconceito

Um romance da escritora britânica Jane Austen.

Não. Não li. Ainda.

Conheci numa brincadeira de uma comunidade (da época que tinha Orkut) e ainda por indicação - na própria comunidade. O tempo passou. Não tenho mais orkut e ainda não li o livro.

Bem, ontem vi na livraria Nobel o livro: Orgulho e Preconceito e Zumbis. Já tinha visto aqui pela rede, mas me parecia algo para a turma "teen". Não é. Não é mesmo!

Melhor preço: R$ 19,90 Orgulho e preconceito (Nobel)

                     R$ 23,90 Orgulho e preconceito e zumbis Seth Grahame-smith (submarino.com)

Daí, pensei (opa!) em duas coisas:

  • Criar um espaço aqui para indicações de livros e bons preços (boa leitura a baixo custo). [Lavandier, obrigada pela ideia!... mesmo sem saber].
  • Criar um fórum sobre as histórias lidas. Discussão saudável e motivação para quem ainda não leu a história.  [Lavandier, obrigada pela ideia!... mesmo sem saber] [2]

Começar o fórum com este é difícil... ainda não li nenhum dos dois.

Algum voluntário para postar sua opinião sobre QUALQUER livro que tenha lido?

 



Categoria: opiniões
Escrito por Escrivã às 12h36
[] [envie esta mensagem] []



 
 

Eu já nem sei...

Eu já nem sei mais se era hoje.

Eu já não lembro mais se era isso nem ao menos se era este ou aquele.

Do que restou aqui, não me recordo mais se era o que devia sobrar.

De tanta forma é isso.

Para compensar, do que nunca foi me recordo claramente. Os dias que não vivi são nítidos. As horas que nunca moveram os ponteiros são constantes em minhas lembranças.

Para torturar, o que não vivi me enche de saudade.

Meu desatino é que você ainda há.

Há. As flores não arrancadas. As mãos não tocadas. As vozes não sussurradas. As manhãs que não fizeram adormecer a noite. Não há.

É isso, de tanta forma.

Eu esqueço e sigo.

 

 



Categoria: crônicas/contos
Escrito por Escrivã às 23h39
[] [envie esta mensagem] []



Tudo que nos atenta. Tudo que nos remexe. Tudo que nos move.

Alavanca.

Arrepio. Calafrio. Tremor.

Termômetro.

O que nos ampara? O que nos segura? O que nos protege?

Rede.

O que vai estar lá para nos consolar? O que vai nos ninar? O que irá nos embalar?

Mãos.

É do medo que surge a coragem? É da (falta) coragem que nasce o medo?

Vida. Caminho. Escolha.

Ele - o medo - vai aparecer em algum momento.

Cabe a escolha: Com ele ou não?

Palavras soltas. Sem frase. Sem período.

Sentido.



Escrito por Escrivã às 23h26
[] [envie esta mensagem] []



 
 

Do Monteiro

Desenha-me um anjo!

(Chega o anjo desenhado perto de nuvens. Tudo azul).

- Olha, ele pintou o anjo todo de azul!

- Por que você pintou o anjo todo de azul?

- Poxa, mas também eu nunca vi um.



Categoria: andante ouvinte
Escrito por Escrivã às 19h09
[] [envie esta mensagem] []



 
 

Um minuto.

[Tríade]

 

Acordo.

Não sonhei. Não tenho tempo de sonhar.

Lavo.

O rosto das marcas do dia anterior.

Saio.

A porta fica aberta como minha noite.

Atravesso.

A rua que se desdobra logo à frente.

Sonho.

A realidade me negou momentos que desejo.

Acordado.

O que não penso, o que não falo, o que não vejo.

Andante.

Passos largos que me foram deixados.

Trabalho.

Como o espantalho que vigia os dias plantados.

Volto.

Todo o recomeço dos dias corridos.

Canto.

Melodias para aliviar os momentos sofridos.

Desespero.

Porta arrebentada, vidros trincados, vida remexida.

Adormeço.

Com olhos despertos, com rugas, com medo.

Ouço.

Passos que rangem, cacos espalhados.

Vejo.

Gestos estranhos, homens armados.

Vozes.

Jô... Jô... João.

E acordo.

Se é que acordo, se é que durmo, se é que desejo.

Lavo.

Somente a rotina do meu dia anterior.

 

                                                                         (1+1+1)

                                                                   Feito em algum dia de 2009.



Categoria: crônicas/contos
Escrito por Escrivã às 21h12
[] [envie esta mensagem] []



 
 

De repente...

Vem o frio na barriga. Suor nas mãos. Tremor pelo corpo, escalando vértebra a vértebra sua transparência. Há tanto disfarçada, escondida, camuflada.

Não adianta. Sua timidez não mais tem forças. Cai por terra com um golpe banda larga.

E agora todos os seus versos antes esquecidos, reprimidos, encobertos, vêm à tona. Ganham luz, tangibilidade nesse vagão irreal.

De repente chega a hora. A hora que não chega. De repente.

Tudo que era letra vira verso.

Tudo que era verso se desdobra em prosa.

Tudo que era prosa... Continua prosa.

Mas aqui. Ao alcance.

Sua letra na vitrine.

 



Categoria: crônicas/contos
Escrito por Escrivã às 19h02
[] [envie esta mensagem] []



 
 

Pergunte ao Haroldo

Essa ideia surgiu há algum tempo. Não consigo precisar bem. Tudo bem, tempo é algo relativo.

Mas surgiu, acontece que surgiu.

- Haroldo, quem inventou os dinossauros?

- Haroldo, por que o céu é azul?

- Haroldo, como funciona esse programa?

... Poxa, quantas pessoas também não têm dúvidas?! Sejam elas simples ou rebuscadas. Singelas ou pesadas. Seja lá quais forem! Este espaço é destinado para o fim de suas dúvidas. Todas elas! Claro, é o fim com base na perspectiva do Haroldo.

Haroldo: tira dúvidas. Freud - talvez - não explique como. Mas tira.

Vai funcionar assim:

Poste no comentário tua dúvida. Receberás um e-mail de confirmação com o nº da conta corrente. Deposite a quantia informada no e-mail e dentro - breve - de 30 ou 280 dias volte aqui e procure a resposta. Se não a encontrar é porque o silêncio é a melhor resposta.



Categoria: Pergunte ao Haroldo
Escrito por Escrivã às 17h08
[] [envie esta mensagem] []



 
 

Galileu

Semana passada, por acaso, encontrei uma estação de rádio que me deixou encantada. Ainda há cultura! Sempre haverá!

Descobri (tardiamente) um cantor - que considero eu - popular, encantador e inteligente.

Edu Krieger.

Vou postar aqui a letra da música que me fez ficar encantada:

 

Um dia ela foi embora

Dizendo: - Amor, não chora

Assim que o sol se puser eu voltarei.

 

O sol se pôs uma vez

Pôs-se duas, depois três

E um ano inteiro na fé eu esperei

Fiquei danado com ela

Esbravejei na janela

Foi então que me disse o astro rei:

- Eu não me ponho jamais

Eu só fico parado

A Terra é que faz eu virar pro outro lado

       E o que era tão claro        

Mergulha no breu.

 

E eu...

Hoje eu entendo que ela pra mim não mentiu

Foi muito sincera e de um jeito sutil

Dizendo-me adeus relembrou

Galileu.

 

 



Categoria: ideias
Escrito por Escrivã às 22h36
[] [envie esta mensagem] []



 
 

"Causos" reais... por mais estranho que pareça...

Cite um exemplo de astro luminoso:

vagalume.



Categoria: andante ouvinte
Escrito por Escrivã às 22h12
[] [envie esta mensagem] []



Alfredo, eu não quero casar.

 

- Mas por que, Maria Beatriz?

- Porque não quero reunir um bando de gente num lugar pra me ouvir dizer um "sim".

- Você ficaria tão linda com aquele vestido...

- Deus me livre! Não gosto de acarajé, não sou baiana. Não entendo aquele vestido... Se o casamento ainda fosse nas ladeiras do Pelourinho...

- E quanto as rosas? Poderia ser um buquê vermelho-paixão.

- Vestida de baiana com um ser vivo em pleno estado de decomposição. Alfredo! Não é pra mim!

- Mariazinha, meu encanto. O padre perguntando se você aceita ser minha para sempre. Ai, Mariazinha... seria tão lindo...

- Alfredo Luis! Gastar uma fortuna com igreja, festa, aluguel, doces e bebidas, juntar tua família, minha família para na hora eu dizer: "Pensando bem, tendo em vista tantos gastos.. olhando bem para a cara do meu noivo, essa gravata cinza-marinheiro... Não, não quero não, seu padre! O senhor vá me desculpar."

- Eu adoraria te esperar no altar.

- E eu que vá ao seu encontro... Quer dizer, é a mulher correndo atrás do homem. Ele tendo todos abaixo de seus pés. A mulher indo ao seu encontro para ele decidir se vai querer ou não. Eu ainda corro o risco: vestida de vendedora de acarajé em pleno Rio de Janeiro, com flores morrendo em minhas mãos ouvindo um sonoro NÃO, não bastasse diante de meus amigos. Diante do Senhor também. Alfredo, obrigada pelo convite. A resposta é 'não'.

- Mulheres!

 

 



Escrito por Escrivã às 19h51
[] [envie esta mensagem] []



Eu me pergunto... Logo, questiono.

Eu me pergunto com que finalidade mais um blog vem à Terra...

Parece-me mais um filho rejeitado de mais uma mãe sem consciência de suas atitudes e de um pai ausente... na Certidão desta criança constará apenas um "traço" para lembrar-lhe, paulatinamente, de que estás só.. (Mas para isso não é necessário a presença do Sr. "Traço").

Mas acontece que já ganhou vida... E agora José?!

Esqueçamos - por favor - o uso correto da Língua Portuguesa (pelo menos neste pequeno espaço virtual).. Este é um espaço informal e como o nome mesmo diz... é apenas uma tentativa de...

Aqui você pode não encontrar o que procura. Mas para quem não procura nada, até que pode achar alguma coisa.

 

 

 

 



Escrito por Escrivã às 18h28
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]





Meu perfil
País desconhecido, "Que país é esse?", Mulher, Mais de 65 anos, Kinyarwanda, Yiddish (formerly ji), Dinheiro, Dinheiro


Histórico
Categorias
Todas as mensagens
crônicas/contos
opiniões
andante ouvinte
ideias
Pergunte ao Haroldo


Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
UOL - O melhor conteúdo
BOL - E-mail grátis